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Parecia que, com o episódio da doação dos livros, a quota de emoção espiritual do dia estava esgotada. Ledo engano. No palco do Centro Espírita Campos Vergal, conversava Nunes Maia, animadamente com Pipoca e outros confrades, prestes a dispidir-se, uma vez que os bancos da casa estavam, praticamente, vazios. Ao volver o olhar para o salão, contudo, indescritível espetáculo espiritual impressionou seus sentidos. Pelos lados do auditório do centro espírita, à direita e à esquerda, adentravam espíritos de negros, envergando roupa própria da época da escravatura do enredo do livro que acabara de doar. Pelo centro do salão, Sinhozinho Cardoso, Niquinha e outros personagens de destaque do livro eram reconhecidos pelo médium. Aproximavam-se seguindo ao espírito Miramez, que se postava à frente, ladeado por outro espírito, ao qual o médium não reconhece. Este trajava um comprido casaco e sua postura denotava grande elegância e envergadura moral. Novamente, o salão do Campos Vergal estava lotado, agora por espíritos.
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