Casa Espírita Cristã Maria de Nazaré


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04-Set-2010
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Amigos,

Neste mês de novembro comemoramos o primeiro ano da mudança para nossa abençoada casa própria. Temos vindo juntos dia-a-dia, mês-a-mês, vencendo obstáculos de toda ordem para a manutenção dos trabalhos que aqui fazemos sob as bençãos de Maria de Nazaré e seus dedicados trabalhadores do outro plano da vida.

É um imenso prazer para a Direção da Casa agradecer em nome de Jesus a todos os que, de alguma forma, colaboraram e vem colaborando para a consolidação dessa mudança. Muitas preces aos planos superiores da vida e não foram poucos os esforços e sacrifícios feitos nos dois planos para que chegassemos até aqui.

Mas as oportunidades de trabalho não param, e nossa Casa também não. Há um esforço articulado pela espiritualidade denominado “Mutirão do Bem” que visa o atendimento de pessoas encarnadas e desencarnadas em estado de sofrimento. Nossa Casa participa desse movimento pelas possibilidades criadas desde sua fundação por Tia Vera, e pelas gerações de trabalhadores que a sucederam, incluindo a nossa, que agora encontra condições excepcionais de trabalho pela possibilidade da sede própria.

Os espíritos estão investindo no Bem e nos convidam a participar. Ter consciência do que isso significa aos nossos espíritos e aproveitar a oportunidade é o desafio; deixar problemas de lado e renovar a inscrição de nosso nome por mais um ano de trabalho na seara do Cristo. Esse é o convite, essa a reflexão.

Acolhemos a mensagem anexa de Antonio de Aquino como emblemática para este momento especial de comemorações e auxílio para a reflexão da hora.

Por fim, rogamos a Deus que a todos abençoe e sustente, especialmente na boa vontade de reciclarem o compromisso de servir cada vez melhor aquele que chega a Casa buscando a água viva do Cristo à luz da Doutrina dos Espíritos.

Vamos continuar a trabalhar juntos, amigos, com alegria. O Cristo segue a frente.

Muito obrigado e muita paz.

A Direção

 

 

Exercícios do Amor Cristão

(do livro “Inspirações do Amor Único de Deus” – Volume 2)

Antônio de Aquino, 12/10/2003, pela mediunidade de Altivo Pamphiro 

     Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reunem sobre os olhos do Senhor e imploram a assistência dos bons espíritos. Purificai, portanto, vossos corações (...) Elevai vosso espírito até aqueles a quem chamais, a fim de que, encontrando em vós as disposições necessárias, eles possam lançar em profusão as sementes que devem germinar em vossos corações e neles produzir os frutos de caridade e justiça.” – Allan Kardec, O Evangelho Segundo o espiritismo, Cap. XVII, item 10. 

     Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

     Perfeição. Viver no mundo. Valores da simplicidade e da humildade. Sentimentos enobrecedores. De tudo isto nos fala a mensagem do Evangelho Segundo o Espiritismo. Olhando para a nossa sociedade espiritual e também para a sociedade encarnada observamos que todos estamos convidados à pratica desses valores, buscando assim a chamada perfeição de que nos falou Jesus.

     Como? Como ser perfeito numa sociedade tão díspara nas suas idéias? E quais são os sentimentos tão complexos que caracterizam o ser humano? A própria mensagem diz: “Buscai a simplicidade; evitai as contendas; sacrificai ao mundo, mas com simplicidade. Busquemos, acima de tudo, a Deus.”

     Como evitar a contenda? Como evitar o mal-estar? Como buscar a simplicidade? Entre muitas coisas, é necessário ao ser humano respeitar os limites de cada um; sentir que cada indivíduo em uma faixa de vida, cujos limites não consegue ultrapassar. E não se pode exigir dessa pessoa além daquilo que ela tem para dar. Será, então, necessário aceitarmos de todos o comportamento que eles têm, invadindo o nosso próprio, machucando a nossa natureza? Não! Não é isso que quero dizer, mas sim que se temos a possibilidade de compreender mais o próximo, devemos exercitar essa compreensão a mancheias, de modo que as pessoas nos vejam como representantes da caridade.

     Ora, as pessoas, geralmente, na casa espírita são, pode-se dizer sem sombra de erro, verdadeiros escandalos que nos fala o Evangelho. São confusas, tumultuadas, com a sua simplicidade ou com a sua ignorância ou com o seu ato deliberado de tentar fazer com que as coisas andem segundo os padrões que elas estabelecem. Constituem-se estas pessoas em verdadeiros testes de amor ao próximo, de tolerância, de convivência fraterna e de pacificação.

     Viver, em certos momentos, é uma arte, e em outros, é o exercício de amor cristão. Numa casa como a nossa, que se modela pouco a pouco, dentro dos padrões do bem e do Evangelho, encontraremos, muitas vezes, oportunidades de desitirmos de fazer o bem alegando que tal pessoa não tem condição de viver conosco porque não é capaz de entender o caminho que estamos trilhando. Mas respondem os bons espiritos que cercam a todos: “Será através destas pessoas que vocês irão ver o que corrigir no próprio comportamento; será através destes membros ocultos do sofrimento que conseguiremos observar a fealdade que ainda existe em nós; a insegurança que carregamos no nosso ser; a indiferença ante a dor.”

     Uma sociedade como a nossa, que se forma, pede companheiros bons, mas atrai companheiros infelizes. E os infelizes são aqueles que cobram comportamentos, porque justamente não são capazes de avaliar a sua própria inferioridade. E os que estão perseverantes no Evangelho, no estudo, na compreensão, na difusão, no trabalho, enfim, estes modelam tais almas pelos exemplos que dão, pelo comportamento equilibrado e pelo gesto contínuo de amor ao próximo.

     Modelamos a nossa casa e desejamos que ela seja modelada segundo os padrões do Evangelho. Não temos amor para dar ainda; ainda nos resta muito da animalidade; ainda somos infelizes, exigentes, ciumentos, inquietos, inseguros, mas já temos noção do que é o certo e do que é o errado. E devemos ter perseverança no modelo que estamos desejando plasmar em nossa Instituição.

     Não esmoreçamos de fazer o bem! Não esmoreçamos de falar do bem! Multipliquemos os gestos de benemerência, de boa vontade e façamos de nossa vida uma constante demonstração de equilíbrio.

     Cansaço? Claro que teremos inúmeras vezes! Vontade de desistir? Jamais! Gestos de imprudência? Com certeza teremos muitos. Mas e o sentimento de amor? Precisamos e iremos desenvolvê-lo diariamente: silêncio na hora necessária; paz, nos momentos precisos; prática do bem, de modo contínuo; amor ao próximo, como meta a alcançar.

     Repito, nossa casa espírita, qual argila que está sendo modelada pelas mãos de todos aqueles aqui presentes, precisa ter um modelo. Esse modelo é Jesus. O padrão é dado pelo Evangelho; o amor é o cristão; os sentimentos serão sempre os nobres; a paciência será nossa irmã; a esperança nossa companheira; e a vida será vivida e teremos aqui não apenas dez, onze, doze, quarenta, cinquenta anos de vida, mas teremos dentro do nosso coração o hábito constante de viver em paz. E será a paz a argamassa com que levantaremos e ligaremos os inúmeros tijolos, ou seja, as inúmeras qualidades que cada um dos presentes tem no coração para construir o prédio de fraternidade que será essa casa.

     Que modifiquemos os hábitos quando necessário; que aprendamos o bem continuamente; que não esmoreçamos nunca e que sigamos adiante, pedindo a Deus que nos dê a oportunidade de seguir em paz, criando dentro de nós o sentimento nobre e profundo, o sentimento do amor ao nosso semelhante! De posse desse tesouro chegaremos cada vez mais adiante, porque o céu, ah! O céu pode estar longe, pode ser que jamais o vejamos nos milênios que vêm pela frente, mas a fraternidade e o bem, estes estão ao alcance de nossas mãos.

     Busquemos estes valores e façamos de nossa vida uma vida de lutas, de luz, de paz e de muito amor no coração! Que o amor único de Deus inspire também esta casa em sua caminhada! Desejando a todos as alegrias do dia de hoje e a continuidade das alegrias nos dias que se seguirão.

     Muita paz, meus caros amigos, todos irmãos em Jesus!

     Muita Paz! 

     Antonio de Aquino

 

 
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